Adagro realiza simulação de atendimento a doenças vesiculares para reforçar defesa sanitária em Pernambuco

Na manhã desta terça-feira (31), a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) promoveu, no Parque de Exposição do Cordeiro, uma etapa prática fundamental para a defesa animal pernambucana: a simulação de atendimento a casos suspeitos de síndromes vesiculares em bovinos e ovinos.
As síndromes vesiculares são doenças infecciosas que apresentam sinais clínicos semelhantes aos da febre aftosa. Durante a ação, 10 servidores do Serviço Veterinário Oficial (SVO) da Adagro realizaram a coleta de soro sanguíneo e de líquido esofágico-faríngeo, aprimorando técnicas que garantem mais rapidez e precisão no atendimento.
“Essa iniciativa reflete diretamente na qualidade e na segurança do serviço prestado no campo”, afirmou a gerente de Defesa Animal da Adagro, Isabelle Valente. Para a realização da simulação, a Adagro contou com a colaboração de produtores rurais parceiros, que levaram animais ao Parque do Cordeiro.
A participação dos produtores é considerada essencial porque permite que as equipes realizem treinamentos práticos em condições semelhantes às de uma ocorrência real. Além disso, os produtores costumam ser os primeiros a perceber alterações nos animais e, ao notificarem rapidamente qualquer suspeita, contribuem para evitar prejuízos sanitários e econômicos para toda a pecuária do estado.
A ação, conduzida pelos fiscais da Adagro Fernando Goes e José Aurélio, teve como objetivo qualificar as equipes para respostas rápidas diante de suspeitas de febre aftosa. O próximo passo será disseminar esse conhecimento técnico para os demais servidores das unidades do interior do estado.
Segundo Isabelle Valente, estar preparado para agir com rapidez — o que inclui coleta técnica adequada e diagnóstico ágil — é fundamental para conter focos e evitar a disseminação de doenças.
Segundo Isabelle Valente, estar preparado para agir com rapidez — o que inclui coleta técnica adequada e diagnóstico ágil — é fundamental para conter focos e evitar a disseminação de doenças.
A superintendente de Defesa e Inspeção Animal da Adagro, Samy Biachini, destacou que a simulação é importante para preparar as equipes a agir rapidamente diante de suspeitas de doenças vesiculares, como a febre aftosa. “O treinamento permite aperfeiçoar os protocolos de atendimento, coleta de amostras e investigação, reduzindo o risco de disseminação e fortalecendo a proteção do rebanho pernambucano”, afirmou. Ela ressaltou ainda que estados com defesa sanitária forte têm seus produtos mais valorizados nos mercados nacional e internacional.
Procedimentos - Durante a atividade, os servidores treinaram a coleta de soro sanguíneo e de líquido esofágico-faríngeo, amostras fundamentais para o diagnóstico laboratorial. O treinamento também reforçou os procedimentos de contenção, identificação dos animais e envio correto do material, garantindo mais agilidade e precisão ao Serviço Veterinário Oficial.
Entre os principais sinais observados em casos suspeitos estão febre, salivação excessiva, dificuldade para caminhar, feridas ou bolhas na boca, focinho, patas e úbere. Ao identificar esses sintomas, o produtor deve comunicar imediatamente a Adagro ou o Serviço Veterinário Oficial para que a investigação seja iniciada rapidamente. Todo caso suspeito deve ser apurado em até 12 horas.
Embora Pernambuco seja reconhecido como área livre de febre aftosa, a vigilância deve ser permanente. A detecção precoce e a ação rápida são fundamentais para proteger a pecuária pernambucana. Em caso de suspeita, a Adagro deve ser comunicada imediatamente.