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AGÊNCIA DE DEFESA E FISCALIZAÇÃO AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO

Sanidade Animal

Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose

Sanidade Animal

Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose

Brucelose

É uma doença contagiosa, causada por uma bactéria que ataca bovinos, caprinos, suínos e o homem. A brucelose não tem tratamento e nem cura, por isso o animal precisa ser sacrificado. A brucelose é uma doença que existe em vários países do mundo, mas tem maior prevalência em países em desenvolvimento.

Prejuízos causados pela brucelose:

- Elevado número de abortos, o que pode significar o início da doença na fazenda;
- Quando a fêmea não aborta nascem bezerros fracos;
- Esterilidade nas fêmeas (a vaca não consegue engravidar);
- Diminuição da produção de leite.

O homem pode ser contaminado por meio de:

- Do trato direto com animais doentes;
- Ao manipular fetos abortados;
- Na manipulação de carcaças durante o abate;
- Pela ingestão de leite e queijos crus ( não pasteurizados) e sem inspeção sanitária.

Sintomas da brucelose:

- Aborto, geralmente nos últimos meses de gestação;
- Retenção de placenta;
- Repetição de cio. As fêmeas entram no cio, são cobertas e não pegam cria;
- O macho pode apresentar inflamação dos testículos (orquite), tornando o animal estéril.

Como os animais são contaminados:

- Espalha-se facilmente;
- Uma vaca doente na criação, ao abortar, pode contaminar a pastagem, a água, os alimentos e as instalações, colocando em risco a saúde de todo o rebanho;
- Pode também ser transmitida pela inseminação artificial (sêmem contaminado) ou pala monta natural.

A vacinação é a melhor forma de evitar a brucelose.

Brucelose

- Só permitir a entrada de animais na propriedade, com o resultado do exame negativo para brucelose;
- Fetos abortados e restos de placenta devem ser preferencialmente queimados;
- Não alimentar animais com leite cru de vacas contaminadas;
- É proibido por lei vacinar suíno, caprino e ovino.

 

Não esqueça:

- A vacinação contra brucelose é OBRIGATÓRIA em fêmeas bovinas e bubalinas de 3-8 meses de idade, utilizando-se a vacina B-19. Na espécie bovina, a vacina B-19 na faixa etária 3-8 meses poderá ser substituída pela vacina RB51.

- A vacinação contra brucelose deverá ser feita sob a responsabilidade de um médico veterinário cadastrado na ADAGRO ou seus agentes de vacinação (que também precisam estar cadastrados na ADAGRO, devendo atuar sob supervisão e responsabilidade do Médico Veterinário cadastrado).

- Para adquirir a vacina, o médico veterinário cadastrado na ADAGRO deverá emitir um receituário para apresentar na revenda agropecuária.

- Após a vacinação contra brucelose, o produtor precisa apresentar o Atestado de Vacinação, emitido pelo médico veterinário, no escritório da ADAGRO. A comprovação é obrigatória e precisa ser realizada no mínimo 1x por semestre.

- O atestado de vacinação é um documento importante. Ele precisa estar assinado e carimbado e deverá ser guardado como prova de que o animal já foi vacinado.

- A emissão da Guia de Trânsito Animal para bovídeos fica condicionada à comprovação da vacinação na propriedade. Só poderá ser emitida GTA de bezerras na faixa etária vacinal (3-8 meses) após vacinação e declaração da vacina na ADAGRO.

Periodicamente chame um médico veterinário para fazer exame de sangue e verificar se os animais estão com a doença. Em caso de qualquer suspeita, procure este profissional imediatamente.

 

Turbeculose

A tuberculose bovina é uma zoonose incurável causada pelo Mycobacterium bovis, caracterizada pelo desenvolvimento de lesões nodulares, que podem se localizar em qualquer órgão.

Como a tuberculose bovina é uma doença crônica e não apresenta sinais clínicos alarmantes como aborto, febre alta, queda abrupta da produção, não motiva os médicos veterinários, criadores, autoridades sanitárias e consumidores de produtos de origem animal para o seu controle.

No entanto, os prejuízos econômicos são altos se considerarmos a diminuição na produção de leite, carne, descarte precoce, eliminação de animais de alto valor zootécnico e condenação de carcaças no abate. Estima-se que os animais infectados percam de 10 a 25% de sua eficiência produtiva, além da perda de prestígio e credibilidade da unidade de criação.

O controle da tuberculose bovina deve ser realizado por intermédio dos exames em bovinos e bubalinos, controle da saúde dos trabalhadores e da utilização de instalações com boa ventilação e com exposição direta à luz solar.

SINTOMA: Nos bovinos, perda de peso, cansaço e diminuição da produção do leite, levando a morte.

TRANSMISSÃO: Ingestão de leite (cru) e seus derivados; animais infectados; manejo e instalação inadequados (estabulação); água e forragens contaminadas.

PROFILAXIA:

Para os animais:

- Fazer quarentena;
- Não permitir a presença de gatos e cachorros no curral;
- Exames periódicos do rebanho;
- Isolamento e sacrifício dos positivos;
- Desinfecção das instalações.

Só adquirir animais com atestado negativo para brucelose e tuberculose.

 

IN 10 de 03.2017 Regulamento Técnico do PNCEBT

Instrutivo cadastro de Medico Veterinário na ADAGRO para vacinação contra Brucelose

Instrutivo para habilitação e atualização de MV no PNCEBT

Cadastro de Médico Veterinário para vacinação contra Brucelose

ADAGRO - Instrutivo Médicos Veterinários para habilitação no PNCEBT