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AGÊNCIA DE DEFESA E FISCALIZAÇÃO AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO

Sanidade Animal

Programa Estadual de Controle da Raiva dos herbívoros e outras encefalopatias

Sanidade Animal

Programa Estadual de Controle da Raiva dos herbívoros e outras encefalopatias

O programa tem como objetivo reduzir a prevalência da doença na população de herbívoros domésticos por meio do controle da população de transmissores, vacinação dos herbívoros domésticos em situações específicas, vigilância epidemiológica e educação em saúde.

Essas atividades colaboram na proteção da saúde pública e visam o controle da doença em herbívoros, que causa grande prejuízo econômico à pecuária.

A raiva é conhecida popularmente como escancha e hidrofobia, a raiva é uma doença contagiosa que ataca todas as espécies animais, inclusive o homem.

Transmissão: O principal transmissor da raiva dos herbívoros é o morcego hematófago Demodus rotundus, que vive em cavernas, porões, bueiros abandonados e em casas abandonadas. Morcegos não-hematófagos podem transmitir a doença aos herbívoros pela mordida. A raiva pode ser também transmitida pela simples deposição de saliva virulenta sobre uma ferida na pele ou mucosa. Assim a transmissão pode também se dar pelos alimentos e pela água, porque o vírus penetra por qualquer lesão do aparelho digestivo.

Sintomas: O período de incubação está na dependência de vários fatores: via de penetração, inervação e quantidade de vírus inoculada. Nos bovinos, o período de incubação pode ir de 15 a 290 dias. Porém, quando o boi apresentar uma raiva furiosa ou paralítica, a situação é irreversível. O tipo furioso apresenta-se agitado e agressivo contra o homem ou outros animais. A salivação é abundante. Não comem, não ruminam, empanzinam com frequência, mugem com rouquidão. A raiva paralítica é mais comum entre os bovinos, com tristeza, salivação, ranger de dentes, tremores e paralisia dos posteriores.

Controle e prevenção: Vacinação anual de todos os animais (exceto aves), combate aos morcegos hematófagos, com capturas e pasta vampiricida.

Procedimentos: Diagnóstico clínico através de médico veterinário e comunicar o fato ao escritório da Adagro do seu município; caso não tenha, procurar o escritório mais próximo

Atenção:

- Uma vez aparecendo os sintomas clínicos da doença, deve-se isolar o animal e esperar pela sua morte, pois para a raiva não há tratamento. Entretanto, o diagnóstico definitivo só poderá ser feito através de exame laboratorial. Por isso, o exame deve ser realizado antes de o animal ser sacrificado. Caso o animal morra entes que o exame seja feito, a morte deve ser notificada para a coleta de material;
- Pessoas mordidas e/ou arranhadas por morcegos, cães, gatos, ou outros animais suspeitos de raiva devem procurar ajuda médica;
- Não sacrificar o animal com sintomas nervosos;
- Não colocar a mão na boca do animal que parecer engasgado;
- Procurar imediatamente o posto médico quando sofrer agressão por animal doente, mas antes, lavar a ferida com bastante água e sabão (quanto pior o sabão, melhor);
- Procurar posto médico para receber orientações sobre a vacinação;
- A captura só pode ser realizada por pessoas treinadas;
- A ferida feita pelo morcego forma um cordão de sangue, diferente de outras feridas.

Vacine anualmente seus animais e comunique ao técnico da Adagro.