Programas sanitários · PESAAq

Animais aquáticos: a doença se espalha pela água

Num viveiro, a água leva o vírus de um peixe para todos os outros em pouco tempo. Tilápia, camarão, ostra, rã e peixe ornamental: o Programa Estadual de Sanidade dos Animais Aquáticos (PESAAq) cadastra quem cria e vende, vigia os cultivos e responde às suspeitas em Pernambuco.

Peixe morrendo? Veja o que fazer Doenças da lista oficial

Mascote do PESAAq: um peixe de colete branco e verde, com prancheta e escudo

Peixe morrendo de repente? Não mexa no lote e avise a ADAGRO em até 24 horas!

  • 35 doenças de notificação obrigatória na lista nacional de 2026
  • 24 h prazo para notificar uma suspeita
  • 4 grupos: peixes, crustáceos, moluscos e anfíbios
  • 88 ações em 2025: fiscalização, cadastro e georreferenciamento

Fontes: Portaria SDA/MAPA nº 1.623/2026 e Relatório Anual da Defesa Animal 2025.

Quem precisa de cadastro

Não é só quem tem viveiro

O cadastro obrigatório é a primeira frente do programa. Saber de onde vem e para onde vai cada lote é o que segura uma doença antes que ela chegue a outros cultivos e prejudique a saúde pública.

  • Pisciculturas Tilápia, tambaqui e outros peixes de cultivo
  • Carcinicultura Viveiros de camarão
  • Moluscos Cultivo de ostras e mariscos
  • Pesque-pagues Lagos de pesca esportiva
  • Aquários Públicos e privados
  • Lojas Peixes ornamentais e iscas vivas

Cadastro na ADAGRO Manual do cadastro de aquicultura

Notificação em até 24 horas

Algo estranho no viveiro? Não mexa no lote.

Qualquer cidadão é obrigado a comunicar a suspeita de uma doença da lista em até 24 horas (Portaria SDA/MAPA nº 1.623/2026). Fique de olho em:

  • Muitos animais morrendo de repente
  • Peixe ou camarão parando de comer
  • Nado torto, em círculo ou parado na superfície
  • Feridas, manchas vermelhas ou brancas na pele e na casca
  • Mudança de cor ou olhos saltados
  • Comportamento fora do normal no lote

Como notificar Notificar pela internet

Até a ADAGRO chegar

  • Mantenha o lote suspeito isolado. Não venda nem transfira animais.
  • Não jogue fora os animais mortos: eles podem servir de amostra.
  • Não use a mesma rede, balde ou puçá em outro viveiro.
  • Não aplique remédio antes da orientação técnica.
  • Anote a mortalidade, o comportamento e de onde veio o lote.

Lista oficial de junho de 2026

As 35 doenças que precisam ser comunicadas

A Portaria SDA/MAPA nº 1.623/2026 revogou a lista de 2015. Em destaque, as que mais importam para os cultivos de Pernambuco: tilápia e camarão. Também deve ser comunicada qualquer doença exótica ou nova com muita mortalidade, ou que ameace a saúde das pessoas (art. 3º).

Peixes 13

  • Vírus da tilápia do lago (TiLV)
  • Parvovírus da tilápia (TiPV)
  • Iridovirose (Megalocytivirus pagrus 1, que inclui o ISKNV)
  • Síndrome ulcerativa epizoótica (Aphanomyces invadans)
  • Herpesvirose da carpa koi (CyHV-3)
  • Viremia primaveril da carpa (SVCV)
  • Necrose nervosa (NNV)
  • Girodactilose (Gyrodactylus salaris)
  • Septicemia hemorrágica viral (VHSV)
  • Necrose hematopoiética epizoótica (EHNV)
  • Necrose hematopoiética infecciosa (IHNV)
  • Anemia infecciosa dos salmonídeos (ISAV)
  • Alfavírus salmonídeo (SAV)

Crustáceos 12

  • Síndrome da mancha branca (WSSV)
  • Mionecrose infecciosa (IMNV)
  • Necrose infecciosa hipodermal e hematopoiética (IHHNV)
  • Necrose hepatopancreática aguda (AHPND)
  • Hepatopancreatite necrosante (Hepatobacter penaei)
  • Microsporidiose (Enterocytozoon hepatopenaei, EHP)
  • Síndrome de Taura (TSV)
  • Cabeça amarela (YHV-1)
  • Vírus iridescente dos decápodes (DIV-1)
  • Mortalidade encoberta (VCMD)
  • Doença da cauda branca (nodavírus do Macrobrachium)
  • Peste do lagostim (Aphanomyces astaci)

Moluscos 7

  • Perkinsiose (Perkinsus marinus)
  • Perkinsiose (Perkinsus olseni)
  • Bonamiose (Bonamia ostreae)
  • Bonamiose (Bonamia exitiosa)
  • Marteiliose (Marteilia refringens)
  • Herpesvírus dos abalones (AbHV)
  • Síndrome do emaciamento dos abalones

Anfíbios 3

  • Quitridiomicose (Batrachochytrium dendrobatidis)
  • Quitridiomicose das salamandras (B. salamandrivorans)
  • Ranavirose (Ranavirus)

  Destaque: doenças de tilápia e camarão, as principais criações do Estado.

Biosseguridade no cultivo

Cinco hábitos que protegem o viveiro

Na água não dá para isolar um animal doente depois que a doença entrou. A proteção começa antes.

  1. Alevino e pós-larva de origem certa

    Compre formas jovens de laboratório conhecido e regular. O MAPA tem o plano de certificação "Forma Jovem Segura".

  2. Controle quem entra

    Pessoas, veículos, equipamentos e outros animais só com necessidade e com limpeza.

  3. Cada viveiro com seu material

    Rede, puçá e balde lavados e desinfetados antes de passar de um tanque para outro.

  4. Anote tudo

    Mortalidade, comportamento, entradas, saídas e tratamentos. É com isso que se descobre a origem de um problema.

  5. Quarentena para lote novo

    Quando possível, lote que chega fica separado antes de entrar no sistema.

Manual do produtor (PDF) Trânsito: exigências por espécie GTA para aquáticos

Coordenação do programa

PESAAq · Gerência de Defesa Animal

Coordenadora: Dayane Dias Coutinho Cavalcante de Lima, fiscal estadual agropecuária e médica veterinária.

(81) 3626-8504 Conhecer a GEDA